06/12/16

Um modelo para a sua santidade

Disse ainda o Senhor a Moisés: “Diga o seguinte a toda comunidade de Israel: Sejam santos porque eu, o Senhor , o Deus de vocês, sou santo.
Lv 19:1-2

Ser santo como Deus é, e não apenas como tentamos parecer. Esta é a nossa meta maior. Exige uma mudança de natureza e não apenas litúrgica. O acerto litúrgico não mede a quantos graus anda a nossa espiritualidade. Podemos até chegar no gesto certo, mas invalidado devido a mera imitação e gerado por uma Nova Natureza ou seja, por uma mudança de essência. Jesus nos mostrou, que se não nascermos de novo, não entraremos no Reino do Céu. Por mais impressionantes, que sejam as nossas posturas litúrgica, se não forem movidas pelo Novo Homem, são totalmente inúteis.
O que vem de dentro, ultrapassa, em muito, a entrega litúrgica mais quente tão incentivada, pelos modernos religiosos. É este o termômetro a ser usado para medir o peso da nossa espiritualidade e o nível de avivamento alcançado por uma Igreja? Este tipo de religioso transformou o Templo no local mais sagrado e mais apropriado para exibição de fervor religioso, quando a espirualidade deve ser vivida até mesmo quando somos obrigados a passar por locais impróprios. 
Veja como Moisés deu uma lista de demonstrações de santidade que realmente afetam a vida litúrgica. Toda esta lista tem mais a ver com o nosso comportamento fora do templo do que dentro. Os fariseus eram rigorosos com a guarda do sábado, mas, neste mesmo dia se reuniaram para bolar um plano, cujo objetivo era matar Jesus. O motivo mais alegado era o descumprimento de algum cerimonial ritualistico.
Ser santo pode significar a guarda do sábado, mas também inclui respeitar a sua mãe, reservar parte da colheita para os menos afortunados. Ser santo envolve participação nos rituais do Templo, mas também tem a ver com a prática da justiça, não montar esquemas capazes de arruinar outras pessoas, evitar escarnecer de quem é portador de deficiências e auxiliar órfãos e viúvas. Isto tem mais a ver com o bem que deixo de fazer do que com o mal que eu faço.
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Não sabe como mostrar Jesus atuando através de você? 
Veja algumas das sugestões aqui.

29/11/16

Orar pela paz em Jerusalém pra quando?

“Orem pela paz de Jerusalém: “Vivam em segurança aqueles que te amam!”

Salmos 122:6

Trago uma dúvida no meu peito: devo continuar orando pela paz em Jerusalém, como diz a Palavra?

Tenho a impressão de que o tempo de orar pela Paz na Terra Prometida acabou. Na minha leitura das profecias bíblicas, está na hora de um evento esperado à muito pelo Povo de Deus. É chamado na Bíblia de Armagedom. 

Naquela época não haverá paz em nenhuma região do planeta. Este conflito terá repercussão mundial, cuja motivação maior, será exatamente Israel. 

Segundo as Escrituras, caminharemos para a extinção final da raça humana, que ocorrerá 1000 anos depois disso. 

Armagedom ocorrerá depois do arrebatamento da verdadeira Igreja, mais exatamente falando, no final da tribulação. Portanto, não veremos isto ocorrer. 

Orar pela paz interior, pelos amigos e parentes, que precisarão passar por aquele momento, deverá ser o motivo principal das nossas orações. 

Não há paz sem que o príncipe da paz esteja reinando, isto só ocorrerá durante o milênio, quando Jesus reinar em Jerusalém. Hoje ele não está lá. Se há uma paz, pela qual devemos orar, é a paz interior dos moradores de Jerusalém. Neste exato momento, Jesus prioriza reinar sobre pessoas e não sobre cidades e países. Jerusalém e o mundo ficam para depois,

Esta guerra faz parte dos desígnios de Deus, não tem como ser evitada. Prepare-se para ela. A paz vem depois, durante o Milênio, quando Jesus se assentará em um terno localizado em Jerusalém. 

O diabo acha, que destruindo Jerusalém, evitará a construção do trono onde Jesus prometeu se assentar.

Ubirajara C Crespo


28/11/16

Ensino dramatizado no Tabernáculo. O script é bíblico


“Disse também o Senhor a Moisés: “Esta é a regulamentação acerca da purificação de um leproso: Ele será levado ao sacerdote, que sairá do acampamento e o examinará. Se a pessoa foi curada da lepra,” (Levítico 14:1-3)

Lepra era um termo genérico usado para definir a várias doenças de pele, incluindo a lepra. Cabia aos sacerdotes diagnosticar a enfermidade e fazer o seu acompanhamento até a sua cura total. A cerimônia narrada é uma cena, durante a qual, ficaria claro para a vítima e para toda a sociedade, que o drama passado pelo portador da doença, chegou ao seu final. Ficava claro, também, que estaria livre do período de confinamento ao qual se submeteu durante o tempo determinado pela lei. Era equivalente ao que hoje conhecemos como uma alta médica. Uma festa capaz de marcar a sua volta ao convívio social. 

Como ocorria com as demais cerimônias, havia uma finalidade didática onde o método utilizado era a dramatização, e Diga-se de passagem, um dos mais eficientes métodos de ensino já inventado. Não ficamos com o ritual, nem com o script, mas com o princípio ali representado.

Duas aves se transformavam nos principais protagonistas deste método de ensino. “o sacerdote ordenará que duas aves puras e vivas, um pedaço de madeira de cedro, um pano vermelho e um ramo de hissopo sejam trazidos em favor daquele que será purificado.” (Lv 14:4). As aves precisavam ser puras, excluindo da cerimônia todas as aves consideradas imundas. Visto que o ritual era sagrado, não deveria ser contaminado com o mesmo tipo de ave usado em rituais profanos. Do tipo que se alimentava com carne podre, vivia em cavernas e gostava da escuridão.

Nosso coração é iluminado, diagnosticado e tratado. Hoje chamamos este processo de Cura Interior. Fazem parte do processo o arrependimento, o afastamento de ambientes, hábitos e sentimentos contaminadores.

Uma das aves era sacrificada em água corrente, próxima à sua fonte. Este gesto aponta para o tempo em que o leproso estava contaminado com a morte e o sangue doente é tirado do seu corpo e corre para longe dele ao se misturar com a água corrente. Isso também nos faz lembrar das palavras de Jesus, que se apresentou como a fonte da vida, aquele que veio para retirar de nós, o pecado que veio para matar e para diluir seus efeitos contaminadores. A água parada não purifica, antes se torna um ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias.

A segunda ave era ser solta para voar livre. O simbolismo aqui é rico, fala de libertação. As duas aves simbolizam duas fases da vida de um ex leproso. A primeira lhe faz lembrar do grande peso que carregava sobre suas costas. Esta impressão era sentida ao ver a agonia da ave ao morrer. Ela o substituiu na morte, passando por tudo o que deveria ocorrer com ele. A outra ave aponta para um futuro no qual poderia viver liberto do confinamento e livre para voar. Sensação de liberdade é o que sentimos ao ver uma ave voando livre pelos Céu.

Ubirajara Crespo 

A Bíblia do Guerreiro, a estação de tratamento e abastecimento onde você precisa parar todos os dias. O remédio mais eficaz para tratar o seu coração é a Palavra de Deus.